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sábado, 26 de Novembro de 2011

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA MOEDA

Jeova Ama voce


1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA MOEDA
A moeda tal como a conhecemos hoje, é resultado de uma longa evolução.
a) Economia de escambo
No início não havia moeda e os povos permutavam entre si os seus produtos. Nos primórdios da Humanidade os povos eram nómadas, viviam da caça e recoleção e as trocas entre as comunidades eram ocasionais.
Com a descoberta da Agricultura surgiu o excedente o que tornou as trocas entre as comunidades mais frequentes e deu lugar a uma maior divisão do trabalho. Vivia-se a era da economia de escambo ou de trocas Directas. Com o desenvolvimento das actividades e acrescente divisão de trabalho no seio das comunidades resulta numa infinidade de produtos a serem trocados. E isto levanta o problema da dupla coincidência de Desejos e custos de transação. Dai surge a necessidade de uma mercadoria que servisse de termo de comparação (padrão de valor) e meio de circulação das restantes mercadorias(moeda mercadoria).
b) Moeda Mercadoria
As primeiras mercadorias a desempenhar a função de moeda foram as que apresentavam maior importância para as comunidades: alimentos(sal), metais(ouro, prata) e os ornamentos(missangas, loias). Estas mercadorias com a função de moeda tinham, no entanto, grande valor de uso e o seu proprietário poderia a qualquer momento retirá-la de circulação e usá-la.
Exemplo do Sal que era usado como moeda e na cozinha.

Alguns exemplos de Moeda- Mercadoria:
• Gado (boi) foi usado na india como moeda mercadoria. A moeda indiana Rupia vem de RUPA que em sanscrito quer dizer Gado ou manada.
• SAL foi usado na África, Birmânia e certas tribos da América do Norte. Da moeda-mercadoria Sal formou-se Salário.
• Arroz usado no Japão;
• Cacau_México;
• Trigo_China, Egípto e Índia, etc.
• Moeda Metálica: é composta fisicamente por metal (ouro, prata, cobre) e tem portanto um certo valor intrínseco (custou a ser produzido). Entre as moedas metálicas existe uma paraidade: ex. 1 gr de ouro troca-se por 12grs. De prata.
As moedas metálicas são cunhadas: o Estado inscreve nelas certos dizeres, inclusive a quantidade de metal nela contida. É também uma forma de moeda mercadoria.
c) Moeda Papel: é um certificado emitido pela casa de custódia e representa uma certa quantidade de moeda metálica depositada no banco e por isso se designa de representativa. Na sua aparência física é um pedaço de papel mas tem o poder liberatório, isto é, o seu portador pode reclamar junto do banco, a qualquer momento, a quantidade de metal que ela representa.
d) Papel moeda: surge na Europa na I grande Guerra Mundial, quando o estado aboliu a relação entre a moeda e os metais. O papel moeda tem circulação forçada, ou seja, por lei os agentes económicos são obrigados a aceitá-la. Toma também o nome de moeda fiduciária (é a moeda que hoje se usa) e consiste nas notas e moedas emitidas pelos bancos Centrais.
e) Moeda Bancária ou Escritural: nem todas as operações de pagameto são feitas usando moeda emitida pelo banco central. Os cheques, as letras, os pagamentos directos em contas bancárias, as transferências bancárias,etc, constituem a moeda escritural ou bancária.
f) Moeda electrónica: cartões de crédito, débito


2. CRITÉRIOS PARA UM ACTIVO SER ACEITE COMO MOEDA:
 Deve ser geralmente aceite.
 Deve ter um padrão de qualidade, simplifcando a determinação do seu valor;
 Precisa ser durável, ie, não se pode deteriorar.
 Deve ser fácil de transportar
 Deve ser divisível em unidades menores, pois diferentes bens têm diferentes preços.
 Deve ser raro e de difícil falsificação.

3. OFERTA MONETÁRIA
Moeda é tudo aquilo que é geralmente aceito como meio de pagamento por bens e serviços e como pagamento de dívidas. Moeda também é conhecido como meio de troca.
A oferta monetaria ou aquantidade de moeda em circulação numa economia é o valor total dos meios de pagamento comumente aceitos nessa economia.
A quantidade de moeda influencia muitas variáveis económicas, dai a necessidade de especificar quais os itens ela inclui.

A. Componentes da oferta de Moeda
 Moeda no sentido Restrito (M1):
representa a moeda para transações que engloba rúbricas que são usadas efectivamente para transações.Os componentes de M1 são: Notas e moedas em circulação(NMC)ou em poder do público e os depósitos à ordem(D.O) que representam fundos depositados em bancos e noutras instituições financeiras sobre as quais podem ser sacados cheques.
M1 = NMC + DO
 Moeda no Sentido Lato (M2)
É também designado por quase- moeda e é constituida pelas componentes do M1 (notas e moedas em circulação + os depositos a ordem) e pelos depósitos à prazo.
M2 = NMC + DO + DP
M2 = M1 + DP
Existem 4 intervenientes no processo de oferta de moeda:
O Banco central : é um orgão governamental que fiscaliza o sistema bancário e é responsável pela condução da política monetária.
Os Bancos comerciais: tem papel de intermediação financeira, na medida em que aceita depósitos dos agentes superavit’arios e concede empréstimos aos agentes deficitários. Participa no processo de criação de moeda através da multiplicação dos depósitos.
As instituições superavitárias (os depositantes)
As instituições deficitárias ( os tomadores de empréstimos).

B. OFERTA DE MOEDA: Processo de Criação da Moeda
A oferta de Moeda é dado por: M = NMC + DO
Aqui observamos quee a oferta de moeda não só é determinada pela política monetária mas também pelo comportamento dos indivíduos retêm moedas e dos bancos que a guardam
a) Conceitos Básicos
Reservas: correspondem aos depósitos que os Bancos receberam mas não emprestaram. As reservas dos bancos tem 2 componentes:
 reservas obrigatorias que são determinadas pela política do Banco central, isto é, pela taxa das reservas legais ou obrigatorias; e
 as reservas livres que fica ao critério de cada banco.
100% de reservas: o sistema bancário não influi sobre a oferta de moeda
Reservas fraccionárias: os bancos mantém como reserva uma parte dos seus depósitos.
b) CRIAÇÃO DE MOEDA
Pressupostos:
 a totalidade de nova moeda permanece como depósitos á ordem no sistema bancario
 nenhum banco mantêm reservas livres ou excedentárias.

c) MULTIPLICADOR DA OFERTA DE MOEDA (m)
Vemos que existe um novo tipo de multiplicador a operar sobre as reservas. Por cada metical adicional de reservas proporcionado ao sistema bancario, os bancos acabam por criar 5mt de depósito ou moeda bancária adional.
O multiplicador da oferta de moeda é o racio entre a nova moeda e a variação das reservas. Ou seja, é o rácio entre os novos depósitos á ordem e o aumento das reservas.


O multiplicador da oferta de moeda resume a lógica da criação de moeda pelos bancos. A totalidade do sistema bancário pode transformar um aumento inicial das reservas num montante múltiplo de novos depósitos, ou moeda bancária.

4. PROCURA DE MOEDA
Aprocura de moeda é diferente da procura de outros bens como pão, arroz e livros; pois a moeda não é desejada em si mesma pois não a podemos consumir. As pessoa procuram moeda pois esta serve de lubrificante das actividades económicas.

A. Funções da Moeda
 Meio de Troca ou de pagamento: moeda é um meio de pagamento geralmente aceito para liquidar transações de bens e serviços. A moeda por ser um meio de pagamento geralmente aceito, elimina a necessidade da dupla coincidêcia de desejos verificada nas economias de escambo onde as trocas eram directas, ie, um produto pelo outro. A moeda como meio de pagamento promove a eficiência económica ao reduzir o tempo gasto no intercambio directo de bens, e permite a especialização.
 Unidade de Medida ou Medida de Valor: o uso da moeda como meio de troca torna desnecessário o estabelecimento de muitos preços diferentes, como acontece no Escambo. Em vez de ter preços de cada mercadoria estabelecidos em termos das outras; o preco de cada mercadoria é estabelecidao em termos o meio de troca. A existência de uma unidade de medida permite que se possa medir valor em uma economia em termos de moeda, ex: PIB.
 Reserva de Valor: Uma reserva de valor permite que se possa poupar poder de compra da renda recebida no presente para efectuar gastos no futuro. Esta função é importante pois a maioria das pessoas prefere gastar sua renda ao longo do tempo, e não apenas quando ela é recebida. Existem outros activos que servem de reserva de valor como casas, carros, acções e muitos deles tem vantagem sobre a moeda como reserva de valor; pois alguns rendem taxas de juros maior que a moeda, outros prestam serviços que a moeda não presta. No entanto apesar das vantagens dos outros activos sobre a moeda como reserva de valor as pessoas retêm a moeda por causa da sua liquidez (liquidez é a velocidade com que se pode transformar um activo num meio de troca. A moeda tem o mais alto grau de liquidez, pois ela é o próprio meio de troca).
A qualidade da moeda como reserva de valor depende da evolução do nível de preços, pois seu valor depende dele. Quando os preços sobem o valor da moeda cai.

B. Os custos de Manter a Moeda (Taxa de Juros)
As funções de moeda são muito importantes para o público que este está disposto a incorrer em custos para manter a numerário ou depositos a ordem com baixo rendimento.
O custo de oportunidade de manter moeda são os juros sacrificados para ter moeda líquida em vez de activos ou investimentos menos líquidos ou mais arriscados mas que geram juros mais elevados.
O custo de posse do dinheiro é o juro perdido porque deixou de se possuir outros activos.
C. Motivos de Procura de Moeda
As pessoas demandam moeda para fazer frente a determinados gastos, mantendo parte de sua riqueza na forma de moeda devido ao seu poder aquisitivo, isto é, pela quantidade de bens e serviços que a moeda pode adiquirir. Por esse motivo se diz que a procura por moeda é uma demanda por saldos reais: as público não interessa a quantidade de notas e moedas que detem, mas sim a quantidade de bens e serviços que se pode comprar com a moeda.
Segundo a teoria Keynesiana da preferência pela liquidez, existem 3 motivos pelos quais os agentes económicos procuram a moeda:
 Para Transacções
As famílias e empresas utilizam moeda para suas transações: compra de bens e serviços, pagamento de matéria-primas e do trabalho. A principal variável que influi sobre a demanda de moeda para transação é a renda real. Quanto maior a renda dos agentes, maiores serão as suas compras e maior será a sua demanda por moeda a ser utilizada como meio de troca.
Md= f(y) ∆ Md/∆y >0
 Para Precaução:
As pessoas também procuram moeda para precaução, isto é, para prevenir de situações imprevista como em caso de acidentes e doenças. A demanda precaucional tem uma relação positiva com o nível de rendimento. Md= f(y) ∆ Md/∆y > 0

 Para Especulação
As pessoas conservam sua riqueza sob a forma de moeda e de títulos:
Riqueza = demanda real de moeda + demanda real de títulos
Se as taxas de juro se elevam, os custos de manter moeda tambem aumenta. Assim a demanda por moeda irá reduzir e as pessoas irão comprar títulos e a demanda por títulos irá aumentar.
Assim segundo Keynes , existe uma relação inversa entre a demanda por moeda e as taxas de juro
, a quantidade de moeda desejada será inferior à que os indivíduos detêm. As pessoas tentarão desfazer-se da qtdade de moeda em excesso comprando títulos, o que fará com que o preço dos títulos suba e a taxa de juros se reduzam até que se diminue o excesso de moeda no mercado.
 Se a taxa de juros for inferior a de equilíbrio, os indivíduos demandarão uma quantidade de moeda superior a que detêm. Assim tentarão vender seus títulos, e como a quantidade de títulos é fixa, a venda de títulos reduzirá o preço e aumentará a rentabilidade, fazendo subir a taxa de juros ate atingir o equilíbrio.

A. Alterações na renda real e o mercado Monetário
A renda real é uma das variáveis determinantes do nível de demanda de saldos reais.
 Quando aumenta a renda real a procura de moeda aumenta uma vez que o nível de gastos em bens e serviços também aumenta. Em termos graficos, o aumento na demanda implicará um deslocamento para a direita da curva Md. Dessa forma haverá excesso da demanda de moeda o que fará a taxa de juros subir.
 Se a renda real cair, haverá excesso de oferta de moeda provocada pela redução da demanda de moeda e fará cair a taxa de juros de equilíbrio.
Deslocamento da demanda de moeda: Um aumento na produção ou no nível de preços do país desloca a curva de demanda de moeda para direita e eleva as taxas de juro.

6. POLÍTICA MONETÁRIA: INSTRUMENTOS E EFEITOS
Política monetária: são as decisões que as autoridades monetárias tomam a fim de alterar o equilíbrio no mercado monetário, ou seja a fim de modificar a quantidade de moeda ou a taxa de juros.

A política monetária é realizada pelo banco central. A sua principal missão é controlar a oferta de moeda e as condições de crédito do país e para isso, ele dispões de um conjunto de instrumentos de política. Estes podem afectar certos objectivos intermédios (como as reservas, a oferta de moeda e as taxas de juro). Com estes instrumentos há intenção de alcançar os objectivos últimos de uma economia saudável: Inflação reduzida, crescimento rápido do produto e desemprego reduzido

A. Instrumentos de política monetária
 Operações de Mercado aberto: representam compras e vendas de títulos do estado por parte do banco central no mercado aberto para influenciar o nível de reservas. A venda de títulos enxuga a moeda do sistema reduzindo a oferta de moeda. Enquanto que as compras de titulos injecta moeda no sistema aumentando os meios de pagamento.
 Reservas obrigatórias ou legais: de acordo com directrizes do Banco central, os bancos comerciais são obrigados a manter uma determinada parcela dos depósitos á ordem em reservas que não podem ser utilizados pelos bancos para empréstimos e outras aplicações. Estas reservas são mantidas ou em numerário á vista(em cofre) ou como depósito no banco central.
Uma redução da taxa de reservas obrigatórias representa aumento da oferta de moeda pois os bancos comerciais terão mais disponibilidade de meios de pagamento para concessão de empréstimos.
 Política de taxa de desconto ou Redesconto: o Banco Central é banco dos bancos e desempenha a função de emprestador de última instância, na medidade em que concede empréstimos aos bancos comercias quando estes tem problemas de liquidez. O banco central fixa uma taxa de juro para os empréstimos que concede aos bancos comerciais, designada por taxa de desconto.
Uma taxa de desconto baixa representa um estímulo ao aumento de empréstimos por parte de bancos comerciais, que poderão repassar ao sector privado aumentando assim a oferta de moeda.

B. Política Moneária Restritiva VS Expansiva
A Politica monetaria expansiva pode ser conduzida por meio de compra de títulos de mercado aberto, redução da taxa de reservas legais ou redução da taxa de rdesconto. A quantidade de moeda vai aumentar, a curva de oferta de moeda irá se deslocar para a direita reduzindo as taxas de juro.
Caso se siga uma política monetária restritiva por meio da venda de títulos de mercado aberto, aumento da taxa de reservas legais ou aumento da taxa de desconto, a curva da oferta de moeda se deslocará para a esquerda e as taxas de juro aumentarão.

7. OS EFEITOS DA MOEDA SOBRE O PRODUTO E SOBRE OS PREÇOS

A. Mecanismos de Transmissão Monetária (Teoria Keynesiana)
Mecanismos de transmissão da política monetária refere-se à via pela qual as variações de oferta de moeda são traduzidas em variações do produto, do emprego, dos preços e da inflação.
Suponhamos que em resposta a pressões inflacionárias, o Banco Central decida levar a cabo uma política monetária Expansiva:
 O Bacen realiza operações de mercado aberto através de compra de títulos, o que expande a oferta de moeda.
 No mercado monetário, um aumento da oferta monetária, faz supor um deslocamento para direita da curva Ms, o que leva a redução da taxa de juros.
 A Expansão monetária incrementa o investimento e aumenta, consequentemente, a Demanda Agregada uma vez que o investimento é uma componente da demanda agragada (AD ).
 O aumeno da demanda agregada (traduzida por um deslocamento para cima da AD) incrementa o nível de produção e do emprego.
O mecanismo de transmissão keynesiano é indirecto, uma vez que as variáveis reais são influenciadas através da taxa de juro.
Neste mecanismo, a taxa de juros é a variável chave que transmite o impacto do mercado monetário para o mercado real ou de bens e serviços, por meio dos investimentos, e este, via multiplicador afecta a renda.

Política monetária Restritiva ou Contracionista:
∆M<0> Ms < Md ; para suprir o “gap” o público vai desfazer-se de títulos; => venda de títulos => oferta de títulos aumenta => ∆Pb < 0 => ∆i>0 => ∆I < 0 => ∆AD < 0 => AD < AS => ∆Y < 0 e ∆P < 0. 
Política Monetária Expansiva O mecanismo de transmissão keynesiano é indirecto, uma vez que as variáveis reais são influenciadas através da taxa de juro. Neste mecanismo, a taxa de juros é a variável chave que transmite o impacto do mercado monetário para o mercado real ou de bens e serviços, por meio dos investimentos, e este, via multiplicador afecta a renda. Política monetária Restritiva ou Contracionista: ∆M<0> Ms < Md ; para suprir o “gap” o público vai desfazer-se de títulos; => venda de títulos => oferta de títulos aumenta => ∆Pb < 0 => ∆i>0 => ∆I < 0 => ∆AD < 0 => AD < AS => ∆Y < 0 e ∆P < 0. Represente no gráfico a Política monetária restritiva: exercite B. Política monetária e Armadilha de liquidez Para níveis muito baixos de taxa de juro, a expectativa de uma subida futura na taxa de juro desistimularia o público de demandar titulos, por medo de possiveis perdas de capital. E assim a cuva de demanda por moeda se tornaria completamente elástica(horizontal): a economia teria caido em armadilha de liquidez. Armadilha de liquidez representa a possibilidade de um aumento na quantidade de moeda não reduzir a taxa de juros. A possibilidade de armadilha de liquidez põe em causa o mecanismo de transmissão e a efectividade da política monetária. Nesse sentido, supondo que a economia esteja em profunda depressão e as taxas de juro muito baixa. Se o Banco aumentar a oferta de moeda ira deslocar a curva Ms para direita e o equilibrio passa de E0 para E1. Na nova situação a taxa de juro não se alterou, pois o público está disposto a amanter toda moeda adicional em espécie, em vez de assumir o risco de comprar mais titulos. Na medida em que ninguem compra activos, o seu preço nao se altera e a taxa de juro não se reduz. Dizemos então que a moeda adicional caiu na armadilha de liquidez, ou seja, na seção horizontal da curva Md. Em tais condições, como a taxa de juro não diminui, uma política monetária expansionista seria nula, pois o impacto da expansào da oferta de moeda sobre a taxa de juro seria nula.

 8. ABORDAGEM CLÁSSICA DA PROCURA DE MOEDA E A POLITICA MONETÁRIA A. Teoria Quantitativa da moeda e a politica monetaria Dos três motivos que apresentamos para explicar a demanda por moeda, os Clássicos destacam o motivo de demanda para transação. Para estes as pessoas demandam moeda fundamentalmente porque querem comprar bens e serviços. A demanda de moeda para transação aumenta junto com a renda dos indivíduos. Para as empresas sucede-se o mesmo: a quantidade de demanda para pagar funcionários e fornecedores depende do volume de operações da empresa. Asim no nível de toda a economia a demanda por moeda depende do volume do Produto nacional. Quanto maior a produção, maior a quantidade demandada de moeda para adquirir esses bens. Caso não exista maior quantidade de moeda, a mesma moeda deverá ser utilizada mais de uma vez para realizar transações. Essa relação é expressa pela equação quantitativa da moeda. M*V = P*Y A equação de troca afirma que a quantidade de moeda multiplicada pelo nr de vezes que essa moeda é gasta em um determinado ano deve ser igual a renda nominal. Isto implica que a característica mais importante desta teoria é que ela indica que as taxas de juro não tem nenhum efeito sobre a demanda de moeda. M= massa monetária V = velocidade de circulação de moeda, ou nr médio de vezes que um dolar é gasto na compra de bens e serviços produzidos no pais. P = nível de preços Y = PIB (Produção) Para os clássicos, os preços são flexíveis, a economia opera no nível de pleno emprego de tal forma que o produto agregado (Y) é de pleno emprego e este permanece constante no curto prazo. Os classicos assumem que Y e V são constantes no curto prazo.. Assim, a teoria quantitativa da moeda implica que uma variação na oferta de moeda leva a uma variação no nível geral de preços. Se a oferta de moeda duplicar, os preços também irão duplicar. B. Mecanismo de Transmissão da Política Monetária (Teoria Clássica) O mecanismo de transmissão clássico é directo, ou seja, as alterações no sector monetário (∆M) reflectem-se no sector real (∆P e/ou ∆Y) de forma directa, sem qualquer interferência de outras variáveis (taxa de juro). a) Política monetária expansiva: ∆M>0 => Ms > Md => procura de bens e serviçosaumenta, uma vez que o público procura M somente para transacções. (=> ∆AD > 0 ) haverá no mercado excesso da procura sobre a oferta(=> AD > AS)e Uma vez que Y = Yp e é constante no curto prazo, um aumento na demanda agregada ( ∆AD > 0 ) leva a um aumento no nível geral de preços (=> ∆P > 0 )(redução do nível geral de preços).




b) Política monetária restritiva:
∆M<0> Ms < Md => procura de bens e serviços reduz, uma vez que o público procura M somente para transacções. => ∆AD < 0 => AD < AS. Uma vez que Y = Yp e é constante no curto prazo, ∆AD < 0 => ∆P < 0 (redução do nível geral de preços).
Para os clássicos o produto nacional tende ao nível potencial e é constante no curto prazo, portanto uma alteração na quantidade de moeda se reflectirá nos preços e não no produto real.
Este resultado é conhecido como Dicotomia clássica segundo a qual variações nas variáveis nominais(moeda)não afectam as variáveis reais(PIB). A dicotomia entre variáveis nominais e reais é inevitável, pois mudanças na quantidade de moeda não afectam variáveis reais. Para os clássicos a moeda é neutra.
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