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quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

Noção de Utilidade, Utilidade Total e Utilidade Marginal


Não basta “consumir por consumir”. É necessário que o Consumidor retire a sua máxima utilidade ou satisfação no consumo dos bens e serviços que ele escolheu.
Mas, o que é Utilidade?

Trata-se, afinal, de um conceito abstracto e subjectivo porque depende do próprio Consumidor. É a Utilidade, em última análise que determina como é que as Famílias vão gastar o sus rendimentos num determinado período de tempo. Assim,

Utilidade é a satisfação que o Consumidor retira do consumo de um bem ou serviço.

ou então, dito por outras palavras:
Utilidade é a capacidade ou a habilidade dos bens e serviços satisfazerem as necessidades do Homem.

Podemos distinguir entre Utilidade Total e Utilidade Marginal:
 Utilidade Total (UT): É a satisfação Total resultante do consumo de um bem ou serviço, num determinado período de tempo.
 Utilidade Marginal (UMg): É a satisfação adicional resultante do consumo da última unidade adicional de um bem ou serviço, num determinado período de tempo.
Veremos mais adiante que é a Utilidade Marginal que determina o valor dos bens e serviços.

Podes ler tambem:
 O papel do Estado na economia segundo keyness

OS AGENTES ECONÓMICOS

 AS LIMITAÇÕES DA CONTABILIDADE NACIONAL

Antes de prosseguirmos, falemos um pouco de História:
Todos os bens têm utilidade porque podem satisfazer necessidades do Homem ou da sociedade. No Sec. XVII, a Escola Clássica Inglesa, representada por Adam Smith (1776-1790) defendia uma concepção objectiva da Teoria do Valor, segundo a qual o valor de um bem resultava da quantidade de Trabalho nele incorporado.

Muito mais tarde, nos meados do Sec. XIX, uma nova doutrina económica, o Marginalismo, cujos fundadores, nomeadamente, o inglês Stanley Jevons (1835-1882), o austríaco Karl Menger (1840-1921) e o francês Léon Warlas (1834-1910), defendiam uma concepção subjectiva do Valor baseada já não no próprio bem mas sim no comportamento do Consumidor, com base nos seus gostos e preferências. A Utilidade passa a ser uma forma de medir o bem-estar que as pessoas obtém quando consomem os bens e serviços de que a Sociedade dispõe. Estes autores foram os grandes defensores do Marginalismo, ligado à Lei da Utilidade Marginal Decrescente, ou 1ª Lei de Gossen, que veremos mais adiante.

É assim que, para se estudar a Utilidade, que afinal é um aspecto crucial na escolha do Consumidor, existem duas abordagens:

Abordagem Cardinal na qual a Utilidade é medida em valores absolutos ou cardinais (0, 1, 2, 3, ...): Nos primórdios do Séc. XIX, alguns economistas acreditavam que a satisfação derivada do consumo de bens e serviços podia ser medida através de uma medida que eles denominaram “útil”(e “útis” ou “útiles”, no plural, entre outros nomes). Quer dizer, a Utilidade podia ser então medida como variável discreta.
Abordagem Ordinal: Neste caso, a Utilidade que o Consumidor retira dos bens e serviços consumidos é medida por níveis ou graus de satisfação (1º, 2º, 3º,...) e já não por valores absolutos.
Significa que o Consumidor racional passa a obedecer a um ordenamento das suas preferências de maneira a escolher os produtos que lhe dão um maior grau de satisfação.

Comecemos então pela abordagem Cardinal que se vai debruçar sobre a 1ª e a 2ª Lei de Gossen. Mais adiante, estudaremos a abordagem Ordinal que nos traz novos instrumentos de análise, nomeadamente, a Curva de Indiferença e a Linha Orçamental, os quais nos vão permitir chegar à posição de equilíbrio do Consumidor racional.
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